domingo, 13 de julho de 2008

Slonthia Mia em: Tratada 08.


Narrador - Já passava das 8h30. Slonthia Mia se sentia angustiada. Herdeira de um pesado colar de pérolas, comia em pé, na varanda, sem ter sequer se lembrado de retirar os últimos cabelos pretos que lhe sobraram no umbigo - recém depilado.

(Ouve-se o barulho de descarga. Slonthia prende a respiração. Decide voltar para dentro da casa. Um homem, em trajes de bombeiro, aparece saindo do banheiro. Traz um pote de sorvete nas mãos).

(Bombeiro) -Bom dia, Slonthita, cara mia! Trouxe aqui a solução completa para as suas necessidades. Fiquei desde ontem preparando. (Abre o pote e aproxima o rosto para cheirar) Hummmmmmm, do jeitinho que a senhora gosta!

(Slonthia se aproxima cautelosamente. Anda curvada, tem um curativo no ombro esquerdo).
(Slonthia) -É muita bondade sua vir até aqui depois de tudo que aconteceu. Agora, se eu fosse o senhor... tomaria cuidado. (Olha para os lados, checando se a sala está mesmo vazia). O produto que está levando tem uma imagem de alta performance, congela o comprimento da central.

(O Bombeiro coça a cabeça. O nariz começa a sangrar. Entrega o pote de sorvete para que Slonthia segure. Ao segurar o objeto, Slonthia geme de dor - sente que é muito pesado e se curva ainda mais. O Bombeiro coloca um lenço no nariz e dá continuidade a conversa).

(Bombeiro) A senhora tem toda a razão. É por isso que não consigo mais dormir.

(Barulho de alarme de incêndio. Slonthia entra em pânico. Se agarra ao pote de sorvete).

Slonthia (aos gritos) - Deus! Está recomeçando! Guardas! Guardas! Ajudem-nos! Chamem Suzana! Ela saberá o que fazer!!

(Sobe som. Tela branca. Corta para cena no parque).

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